O Coral Edgard Moraes - Carnaval 2012 com o tema "25 Anos Cantando o Frevo".

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O Coral Edgard Moraes está se preparando para o Carnaval 2012 com o tema 25 Anos Cantando o Frevo. O Coral trás um figurino todo em branco e prata para comemorar suas Bodas de Prata junto aos foliões.  No repertório as novidades são "Quem sou eu pra te esquecer" de Getúlio Cavalcanti, uma das vencedoras do Festival de Música Carnavalesca e "Cadê Lelê" de Maurício Cavalcanti e Marcelo Varela, uma Homenagem aos 80 Anos da atriz e amiga Lêda Alves.  As próximas surpresas ficarão para depois do carnaval, quando o coral entra em estúdio depois de quase 10 anos para gravar o CD Cantos e Encantos do Coral Edgard Moraes – 25 Anos sob a direção musical do maestro Marco César.


EM BREVE ESTAREMOS DIVULGANDO NOSSA PROGRAMAÇÃO PARA O CARNAVAL 2012


CONTATOS

081.8833.7267/9964.7267
valeriaflauta@hotmail.com

coraledgardmoraes.blogspot.com

quarta 25 janeiro 2012 13:17


Spok Frevo Orquestra e Leo Gandelman - Lágrimas de Folião ( Levino Ferreira )

Músico e compositor, Levino Ferreira da Silva nasceu em Bom Jardim, Agreste pernambucano, a 02 de dezembro de 1890, onde ainda criança começou a carreira de músico, tocando trompa na banda do maestro Tadeu Ferreira.
Aos 22 anos, já era regente. Aos 45, mudou-se para o Recife, tendo participado da Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR), onde foi fagotista sob a regência do maestro Vicente Fittipaldi.

Faleceu no Recife, 09 de janeiro de 1970, deixando uma extensa obra da qual constam frevos, maracatus, peças folclóricas e religiosas.

Foi um dos maiores compositores de frevo que Pernambuco conheceu.

Dentre os seus grandes frevos-de-rua estão: Último dia, A cobra está fumando, Alegria de Pompéia, Amália no frevo, Comendo fogo, Dança do cavalo-marinho, Diabinho de saia, Diabo solto, Entra na fila, Gracinha no frevo, Lágrima de folião, Lá vai tempo, Mexe com tudo, Não adianta chorar, Papa-fila, Retalhos de saudade, Satanás na onda, Última troça, Vassourinhas está no Rio.

Trajetória de vida: Aos oito anos de idade começou a apresentar-se na banda do maestro Tadeu, tocando trompa. Mais tarde aprendeu a executar outros instrumentos de sopro e todos os instrumentos da banda, passando a substituir automaticamente qualquer componente que faltasse aos ensaios ou apresentações.

Em 1910, aos 20 anos de idade e já reconhecido como exímio instrumentista, transferiu-se para a cidade de Queimados, atualmente Orobó, também no Agreste do Estado, para assumir o cargo de mestre da banda da cidade. Atuou ainda na mesma década, como mestre da banda Vinte e Dois de Setembro, recebendo em decorrência disso diversos convites para organizar e dirigir bandas em cidades do interior pernambucano. Nesse período começou a compor músicas para o carnaval, embora não apresentasse ainda as influências do frevo.

Em 1919, fez sua primeira viagem a Recife. Durante toda a década de 1920 e até meados da década seguinte, percorreu diversas cidades do interior pernambucano, apresentando-se em festas e dirigindo bandas, como a de Limoeiro.

Já no começo da década de 1930, suas composições começaram a se tornar conhecidas em Recife, uma vez que eram editadas pela Casa de Música Azevedo Júnior. Em 1935, aos 45 anos, a convite do maestro Zumba, mudou-se para Recife. No mesmo ano, teve seu frevo "Satanás na onda" escolhido como vencedor do Concurso de Frevos do Recife, sendo, em seguida, gravado pela Orquestra Odeon.

Seus frevos passaram a ser cantados por quase todos os blocos e clubes carnavalescos da capital de Pernambuco. Passou a ser conhecido como Maestro Vivo.

Em 1937, teve sua composição "Diabinho de saia" gravada para o carnaval pela Orquestra Diabos do Céu.

Trabalhou em diversas rádios recifenses, fazendo parte da Orquestra da Rádio Clube de Pernambuco e da Orquestra Sinfônica do Recife. Integrou ainda o conjunto Ladário Teixeira, do maestro Felinho, como saxofonista e trompetista.

Em 1946 teve o frevo "Entra na fila" gravado por Zaccarias e sua orquestra.

Em 1951, ingressou na Rádio Tamandaré, onde foi chefe de orquestras e conjuntos.

Em 1964, no I Congresso do Frevo, realizado na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, recebeu um diploma de honra ao mérito.

Em 1970, ano de seu falecimento, a prefeitura do Recife e a Empresa Metropolitana de Turismo criaram o Troféu Levino Ferreira, destinado a homenagear os clubes sociais de Recife. Em 1971, recebeu postumamente a Medalha do Mérito da Cidade de Recife.

Além dos frevos, compôs valsas, dobrados, maracatus, choros e música sacra. Na música erudita, sua maior obra é a "Dança do cavalo-marinho", composta para a Orquestra Sinfônica do Recife e conhecida internacionalmente, tendo sido executada na França e na Inglaterra.

Entre diversos instrumentos, tocava também clarineta e pistom. Foi escolhido pelos fundadores do Centro da Música Carnavalesca de Pernambuco como patrono do Museu do Frevo que recebeu o seu nome.

http://www.pe-az.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1284&Itemid=148

terça 24 janeiro 2012 14:58


Silverio Pessoa - Sabiá da Mata (Jacinto Silva)

 

Discípulo de Jackson do Pandeiro. Iniciou a carreira em 1942. Seu trabalho serviu de inspiração para bandas pernambucanas como a Cascabulho.

Em 1962 gravou na Mocambo seu primeiro disco com o baião "Justiça divina", de Onildo Almeida e a moda de roda "Bambuê bambuá", de Joaquim Augusto e Luiz Plácido. No mesmo ano, teve o rojão "Moça de hoje", parceria com Ari Lobo gravado na RCA Victor pelo próprio Ari Lobo. Em 1963, na mesma gravadora gravou de sua autoria o coco "Coco trocado" e de Onildo Almeida, a moda de roda Chora bananeira". No mesmo período, registrou de Genival Lacerda e Antônio Clemente, o rojão "Carreiro novo".

Em 1964 gravou dois dos últimos 78 rotações da série 15.000 da Mocambo com a moda de roda "Aquela rosa", de sua autoria e o coco "Na base do tamanco", parceria com José Maurício. Na ocasião, os discos foram divididos com Toinho da sanfona, que gravou no lado B. Em 1966 lançou o LP "Cantando", pela gravadora CBS.

Em 1973 participou do disco "Forró na palhoça" lançado pela CBS no qual interpretou "Tarrabufado", de sua autoria e Isabel Biluca e "Flor de croatá", de João Silva e Raimundo Evangelista.

Em 1974 lançou pelo selo Tropicana-Cantagalo o LP "Eu chego lá", que na época recebeu calorosa crítica do jornalista José Ramos Tinhorão, que a  respeito do disco afirmou: "... desfilam toadas agalopadas como "Flor de Croatá", cocos como "Coco do pandeiro", mazurcas nordestinas como "Eu chego já", baiões de ritmo acelerado como "Tentar esquecer", sambas-baiões como "Concurso de voz", gêneros desconhecidos como mineiro-pau: uma estranha mistura que lembra ao mesmo tempo o ritmo do calango e, mais longinquamente, dos sambas de partido alto cariocas." Em 1978, teve o baião  "Abôio de vaqueiro", com Zé Cacau, gravado pelo trio de forró Os Três do Nordeste no LP "Forró do poeirão". Em 2000 lançou pela Manguenitude o CD "Só não dança quem não quer", produzido por Zé da Flauta,  com participações especiais de Chico César, Vange Milliet, Mestre Ambrósio, Marcos Suzano, Toninho Ferraguti e Bocato. Destacaram-se no disco, "Fumando mais Tonha", "Coco trocado", "Chora bananeira" e "Abaio de vaqueiro". Ao longo da carreira gravou 24 LPs e dois CDs.

Em 2001 recebeu um tributo do cantor e compositor Silvério Pessoa, ex líder do grupo Cascabulho, no CD "Bate o mancá", com músicas de Jacinto Silva, que aparece em algumas vinhetas ao longo do disco. Foram selecionadas 14 músicas do compositor e cantor alagoano, entre as mais de 200 de sua autoria.

quarta 25 janeiro 2012 05:45


A Prefeitura do Recife anuncia homenageados do Carnaval 2012

Blog de pernambucocultural :WWW.PERNAMBUCOCULTURAL.ARTEBLOG.COM.BR, A Prefeitura do Recife anuncia homenageados do Carnaval 2012

O artista plástico, José Cláudio, e o cantor, Alceu Valença, são os ícones que recebem reverência da capital pernambucana no próximo carnaval .

O prefeito João da Costa anunciou na manhã desta quinta (1), os homenageados do Carnaval Multicultural 2012. Dessa vez a Prefeitura do Recife rende homenagem a dois ícones que abrilhantam a história e a cultura da capital pernambucana: o músico Alceu Valença e o artista plástico José Cláudio. As experiências de vida e o trabalho desses dois nomes, que traduzem em sua arte a essência da cultura pernambucana, são fatos que motivaram a Prefeitura da Cidade do Recife a fazer essa justa homenagem.

O anúncio contou com a presença do secretariado, funcionários e de artistas como Claudionor Germano, Belo X, Ramos Silva. “As obras dos dois por si só justifica a nossa escolha e essa homenagem, pois revelam a beleza e a identidade do povo pernambucano. Carnaval é a síntese da cultura dessa cidade e esses dois artistas vão nos emprestar sua arte para enriquecer nossa festa”, afirmou João da Costa.

Celebrar e reverenciar Alceu Valença e José Cláudio é mais do que reconhecer o talento e a importância dos dois artistas, trata-se de um presente para população que pode aproximar-se um pouco mais destes dois mestres e conhecer melhor suas obras.  “Alceu Valença é um compositor responsável por alguns dos maiores sucessos dos carnavais das últimas três décadas. Ele carrega na sua música a alegria e espontaneidade que são também a marca do nosso carnaval. E José Cláudio traz nos seus traços as paisagens e o cotidiano da cidade, além de retratar também as cores, fantasias e diversidade do carnaval. São duas merecidas homenagens”, afirma o secretário de Cultura, Renato L.

“Eu sempre gostei do carnaval, desde criança, principalmente daquele carnaval de rua, com sol quente e a sombra recortada no chão. Receber essa homenagem justamente no carnaval é muito bom. É como se fosse um grande outdoor para o meu trabalho, a cidade inteira vestida com minhas obras. Agradeço ao prefeito por ter me escolhido”, disse José Cláudio.

Alceu Valença também agradeceu. “Eu vim muito cedo morar aqui e via o carnaval passar na minha rua pela janela. Isso tudo foi entrando em mim e o Recife foi me marcando de uma maneira muito especial. Eu fui morar em outra cidade, e outro país, mas as minhas referências, nunca esqueci.Fico lisonjeado e emocionado com tamanha homenagem”, contou.

Desde 2001, a PCR destaca duas personalidades importantes para reverenciar durante o Carnaval. A escolha dos nomes leva em consideração a relevância dos seus trabalhos e a relação íntima dos artistas com a capital pernambucana e com a festa de Momo. Os dois últimos homenageados do Carnaval Multicultural foram a artista plástica Tereza Costa Rego e o Maestro Duda.

JOSÉ CLÁUDIO

José Cláudio da Silva nasceu em Ipojuca, Pernambuco, em 1932. Começou a desenhar nos papéis de embrulho da loja de seu pai, Amaro Silva. Em 1952, interrompeu o curso de Direito, da Faculdade de Direito de Recife, e ingressa no Atelier Coletivo, da Sociedade de Arte Moderna do Recife, dirigido pelo escultor Abelardo da Hora.

Na Bahia, freqüentou ateliê de Mário Cravo e Caribé. Trabalhou com Di Cavalcanti e Lívio Abhramo, em São Paulo, onde fez sua primeira exposição individual: "Desenhos", Clube dos Artistas e Amigos da Arte, 1956.

Em 1957 participa da IV Bienal de São Paulo, que lhe confere prêmio de aquisição. Em 1975 pinta 100 óleos documentando aspectos da Amazônia. Fez essa viagem pelo Rio Madeira a convite do zoólogo e compositor Paulo Vanzolini, que costumava levar um artista em excursões à Amazônia (hábito dos cientistas mais antigos).

Um dos desenhos da série sobre a Amazônia foi levado pelo zoólogo americano Ronald Hayer para o Museum of Natural History, da Smithsonian Instituiton, Washington. Os quadros foram adquiridos pelo governador de São Paulo, Paulo Egydio, e se encontram hoje no Palácio Bandeirantes.

Trabalhou na Bahia com Mário Cravo, Carybé e Jenner Augusto; e em São Paulo com Di Cavalcanti. Estudou gravura com Lívio Abramo na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo; Modelo Vivo e História da Arte na Academia de Belas Artes de Roma, bolsista da Fundação Rotelini (Itália).

Lançou os livros Viagem de um jovem pintor à Bahia e Ipojuca de Santo Cristo (1965), Bem dentro (1968); Meu pai não viu minha glória (1995); e Os Dias de Ubá (inspirado no diário de viagem ao Benin, África.

Em 1992, foi um dos dez artistas brasileiros eleitos por uma comissão de críticos para fazer cartaz comemorativo dos 50 anos da chegada da Coca-Cola ao Brasil: "Coca-Cola 50 anos com arte". Em 2004, pintou um painel sobre festas populares de Pernambuco para o novo Aeroporto dos Guararapes. Atualmente reside em Olinda.

ALCEU VALENÇA

Alceu Paiva Valença nasceu em 1 de julho de 1946, em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco. Nas cercanias da Fazenda Riachão, onde foi criado, travou contato com a cultura dos cordelistas, emboladores de coco, aboiadores, cegos cantadores de feira, tocadores de forró, baião, xote e demais gêneros que compõem a identidade musical e poética do Agreste e do Sertão.

Aos oito anos, mudou-se com a família para a Rua dos Palmares, no Recife, e ali viu descortinar-se diante de seus olhos e ouvidos uma cultura diversa daquela adquirida em sua São Bento natal, mas tão pernambucana quanto a primeira. Foi então que absorveu as influências do frevo, do maracatu, dos caboclinhos, da ciranda, da poesia de Ascenso Ferreira e Carlos Penna Filho, dos programas de auditório que frequentava assiduamente - e também do cinema e da política.

Adolescente, atuou como jogador de basquete dos juvenis do Clube Náutico Capibaribe, entrou para a Faculdade de Direito do Recife, passou um período na Universidade de Harvard (EUA), trabalhou como redator em sucursais de jornais e revistas, teve seus primeiros poemas publicados nos cadernos literários do Jornal do Commercio e do Diario de Pernambuco.

Assumiu a música como ofício ao classificar três composições na fase eliminatória do Festival Internacional da Canção (F.I.C.), promovido, em 1970, pela TV Globo. Mudou-se para o Rio, onde formou o grupo Os Pernambucanos, ao lado de Geraldo Azevedo e Paulo Guimarães, que posteriormente virou uma dupla: Alceu e Geraldinho. Unindo composições de um e de outro – além de parcerias como “Talismã” – o duo lança seu primeiro disco em 1972, com respaldo da crítica e pouco conhecimento do público. A embolada “Papagaio do Futuro” é classificada no F.I.C. e defendida, no Maracanãzinho, por Alceu, Geraldo e Jackson do Pandeiro.

Dois anos depois, Alceu participa como ator do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo. Foi um impulso decisivo para que o cantor (que interpretava o próprio Espantalho) ganhasse maior visibilidade nacional. Na esteira do êxito cinematográfico, grava seu primeiro álbum solo, “Molhado de Suor” (1974).

Em 1975, Alceu se apresenta no Festival Abertura, da TV Globo, com “Vou Danado Pra Catende”. Ao lado de figuras hoje lendárias da contracultura pernambucana – Lula Côrtes, Zé Ramalho, Paulo Rafael e Zé da Flauta, entre eles – a mistura de rock com ritmos agrestinos promovida pela trupe surpreende o público e o júri, que resolve criar, na hora, a categoria Melhor Pesquisa, para contemplá-los.

O cantor gravaria mais dois álbuns na década de 70, radicalizando o experimentalismo apresentado no Festival Abertura: “Vivo” (1976) e “Espelho Cristalino” (1977), até hoje citados entre seus melhores trabalhos. Em 1978, percorre o país ao lado do mestre Jackson do Pandeiro no Projeto Pixinguinha. Aclamado pelos críticos, mas ainda distante do sucesso, Alceu decide passar uma temporada em Paris, que seria determinante para os rumos de sua carreira.

Na França, Alceu grava o até hoje inédito “Saudades de Pernambuco”, que representa um mergulho em suas raízes e estabelecia, parcialmente, as diretrizes que o consagrariam na década seguinte. Ainda na capital francesa, compõe uma música inspirada em Jackson do Pandeiro: “Coração Bobo”, que se tornaria um sucesso estrondoso, a partir de 1980.

É o momento da afirmação nacional de Alceu. De volta ao Brasil, enfileira sucessos em álbuns como “Coração Bobo” (1980), “Cinco Sentidos” (1981), “Cavalo de Pau” (1982) e “Anjo Avesso” (1983) – todos com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Músicas como “Tropicana”, “Anunciação”, “Como Dois Animais”, “Pelas Ruas Que Andei” e “Cabelo No Pente” tomam as rádios e o coração do povo em todo o país.

Neste período, Alceu dá prosseguimento à sua carreira internacional – iniciada timidamente na França. É aclamado no Festival de Montreux (onde voltaria em outras cinco oportunidades) e no Carneggie Hall, em Nova York. Em 1985, participa pela primeira vez do Rock in Rio. No mesmo ano lança “Estação da Luz”, que sucede “Mágico” (1984) e antecipa “Rubi” (1986) e “Leque Moleque” (1987).

Na década seguinte, flerta com o blues no álbum “Andar Andar” (1990) e ratifica a ponte entre os sons do Nordeste e o pop internacional em “Sete Desejos” (1991) e “Maracatus, Batuques e Ladeiras” (1994). Seu show no Rock in Rio II é considerado o melhor do festival por um júri internacional de críticos e especialistas.

Junta-se aos parceiros de geração Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo para realizarem – no palco e em disco ao vivo - o bem-sucedido “O Grande Encontro” (1996), até hoje uma das reuniões mais festejadas da música brasileira. Revisita sua própria trajetória no disco “Sol e Chuva” (1997) e promove um regresso às raízes em “Forró de Todos os Tempos” (1998) e “Forró Lunar” (2001), reverenciados pela turma universitária que redescobriu o forró no final dos anos 90.

Sintonizado com as novas formas de distribuição de discos e com os selos independentes que proliferam no período, Alceu lança “De Janeiro a Janeiro” (2002) nas bancas de todo o país, mesmo ano em que realiza seu primeiro DVD – “Ao Vivo em Todos os Sentidos”, recorde de público da Fundição Progresso, no Rio. Uma renovada safra de grandes canções pontua o álbum “Na Embolada do Tempo” que propicia seu retorno, em grande estilo, à programação das FMs.

Em 2006, leva 150 mil pessoas ao Recife antigo para a gravação de um novo DVD: “Marco Zero ao Vivo” é uma ode ao carnaval com frevos, maracatus, caboclinhos e cirandas que ratificam Alceu Valença como a principal voz da identidade pernambucana. No álbum “Ciranda Mourisca” (2009), revisita músicas menos conhecidas de sua obra, em versões acústicas, com leve toque oriental.

Homenageado do carnaval de 2012, pela Prefeitura de Recife, Alceu prepara o lançamento de um novo disco, totalmente dedicado ao frevo. Ainda este ano, chega às telas seu primeiro filme, “A Luneta do Tempo”, onde estreia como autor e diretor de cinema. Em sua múltipla e atemporal embolada, Alceu segue se reinventando.

quarta 25 janeiro 2012 05:02


Candidatas a Rainha do Carnaval do Recife mostram que tem frevo no pé na fase eliminatória.

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Carnaval Multicultural Recife 2012

@carnavalrecife

quarta 25 janeiro 2012 04:50


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